A tradução ou invenção das coisas do mundo

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Me interessa poder criar ou repetir formas, gestos e ensaios para realizar experiências e pensamento. Como não consigo eleger apenas um assunto para estudar – já aceitei minha condição de especuladora do mundo – iniciei uma série de aparelhos* para traduzir fenômenos materiais ou não.

Quando iniciei o projeto CAMPANHA, passei a criar uma disciplina, um tipo de método próprio para produzir minhas ferramentas de estudo. Esse projeto ainda está desenrolando, com o tempo que é necessário para coisas assim.

Mas desde 2013 eu venho construindo aparelhos mecânicos e eletrônicos para captar ações fugazes no cotidiano.

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(medidor de cargas eletro estáticas ou caçador de fantasmas)

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(dispositivo p/ captação de som com…)

Estou fazendo uma série de captações de áudio usando esse pequeno plug com diodos, encontrei o esquema no site do NCB e montei e passei a usar em saídas a pé pela cidade. Tenho uma teoria sobre transcomunicação que venho conversando sobre com a Luísa Nóbrega, um dia se eu tiver algo mais articulado posto aqui, mas antes vamos desenvolver a Radioconcha:

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A Radioconcha será um aparelho capaz de conectar dois tempos de escuta em uma só sessão.

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Cmntr01—Google Maps +/-

denise alves-rodrigues

Sobre comportar tuas vontades, começo assim a mensagem para minha amiga, daí falamos sobre delimitar comentários e olhares também, não se esforçar tanto pq no final das contas estamos lá, sendo sempre orientadas.

Antigamente a gente tinha a mágica, hoje likes e links para nos dar os sinais que necessitamos para acertar sempre.

O Google Maps tem esse pequeno bug, de chegar um momento e não ceder mais rotas possíveis, na real é não deixar que o navegador faça o próprio caminho. Que o navegador usuário de suas orientações, não exceda e não perca tempo. Que não desvirtue, como dizia minha mãe.

Desvirtude, diz o dicionário.

 

 

Noitário

Noite passada, sonhei que estava numa casa sofisticada, bonita com um terraço aberto e bem grande, numa posição perfeita para observar o céu noturno.

O dono da casa me leva até o terraço e fico assombrada com o que vejo: Lua cheia, Júpiter e Netuno alinhados no horizonte e visíveis na mesma proporção.

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Estou eufórica e grito que aquilo é impossível!

O dono da casa me responde: “só é possível, por que paguei por isso”.